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Piadas em 2007 motivaram vaga do hóquei no Rio 2016

22/07/2015
Imagem: Eduardo Palacio / Terra

Imagem: Eduardo Palacio / Terra

Você se lembra do desempenho da Seleção Brasileira de hóquei masculino no Pan do Rio de Janeiro, em 2007? Provavelmente não. Se lembra, não é com pensamentos bons. Na época, os brasileiros, novatos na modalidade, tiveram desempenho terrível. Receberam provocações dos próprios torcedores cariocas. Tudo isso virou, para quem vivenciou a situação, motivação extra para a histórica vaga inédita na Olimpíada, conquistada na última terça com vitória sobre os Estados Unidos nas quartas do Pan – o Brasil precisava ficar entre os seis melhores.

Quem relata o sentimento é Bruno Sousa, defensor da Seleção Brasileira. O paraibano de João Pessoa, que está com 26 anos, era só um moleque que tinha acabado de chegar à maioridade em 2007 quando teve o desafio de representar o País em um Pan em casa por convite. Mas a lembrança não é boa: foram goleados por Argentina (19 a 0), Trinidad e Tobago (8 a 1) e Cuba (9 a 0). As péssimas apresentações renderam brincadeiras na arquibancada. Oito anos depois, tudo virou motivação.

“Nesse Pan (2007) lembro que todos os dias escutava o pessoal na arquibancada gritando: ‘vamos passar do meio-campo, vamos passar do meio-campo’. E isso me motivou cada vez mais a conseguir essa vaga. Na hora que fui bater nosso pênalti que foi para conseguir a classificação, eu pensei nisso e falei: ‘hoje é nosso dia, vamos conseguir’”, contou Bruno Sousa, após a conquista da vaga.

 O então garoto Bruno não manteve na mente apenas os risos das arquibancadas pelas atuações do time. Também se recorda, ainda, de comentários maldosos feitos sobre as atuações do País. Mesmo assim, o agora adulto defensor não vê a classificação como uma resposta para os críticos do esporte e pede o apoio popular no próximo ano.

“No Pan do Rio todo mundo falou, falou, falou de todos os nossos resultados. Aquilo era só o começo, a sementinha do trabalho que a gente fez até hoje para conseguir a classificação. Mas não é uma resposta. Eu acho que a gente precisa de todo o apoio do pessoal do Brasil. É um esporte muito pequeno. Todo suporte, todo o apoio que os brasileiros conseguirem dar para a gente é gratificante, maravilhoso”, disse.

Bruno Sousa começou no esporte ainda muito pequeno: se interessou aos quatro anos, com viagens para São Paulo com o pai, mas só abraçou a modalidade aos 14 anos, quando se mudou definitivamente para a capital paulista. Atualmente, já consegue viver da modalidade: mora no Holanda, mas, para se sustentar, dá aulas do esporte para crianças. Mesmo ciente de que o Brasil ainda está anos distante dos maiores do mundo, crava: “não vamos para brincar em 2016”. Será?

Terra

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